No Dia Internacional da Mulher, marcha no Cariri exige reparação histórica e direito ao bem-viver
- 06/03/2025
- 0 Comentário(s)

O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, celebrado em 8 de março, reivindica direitos sociais e políticos historicamente negados. No Cariri, o ato de rua, que ocorre de forma anual, acontecerá no dia 12 de março (quarta-feira) às 8h, com concentração na Prefeitura do Crato. Com o tema "Mulheres negras por reparação e bem-viver", o ato se somará à Marcha das Mulheres Negras do Cariri, reforçando a luta contra as desigualdades estruturais.
A manifestação destaca a necessidade de reparação pelos 388 anos de escravização no Brasil e pelos resquícios do colonialismo que, segundo o movimento de mulheres, ainda reverbera nas estruturas de poder. Reparação pelas consequências das ditaduras, da era Vargas, do regime militar, e também as que acontecem hoje no plano da política de (in)segurança pública que chamam de guerra às drogas o encarceramento em massa e o genocídio do povo negro que segue em curso hoje; reparação pelas mais de 700 mil mortes durante a pandemia; reparação pelos índices de maior taxa de mortalidade das mulheres trans e travestis do mundo que o Brasil segue liderando; [...], diz o manifesto.
Além da reparação histórica, a marcha reivindica o bem-viver como base para uma sociedade livre de racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo, etarismo e outras formas de violência. Bem Viver enquanto fundamento essencial para a construção de uma democracia plena, com ampla participação social em todas as instituições de poder e saber, pautada na diversidade de representações dos povos do nosso país e na pluralidade de ideias, afirma o documento.
Também, o ato de rua também reivindica a aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6x1, estabelecendo uma jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Outra pauta do movimento é a responsabilização legal dos que tentaram dar um golpe de Estado no país.
Bruna Santos
Miséria.com.br